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quarta-feira, novembro 12, 2014

Reencarnação é igual a metempsicose?



Dia desses ouvi - em um seriado para a TV -  a seguinte afirmação:

"...É princípio fundamental da doutrina da reencarnação que a alma de uma pessoa morta pode "voltar" a viver em um animal ou em um vegetal ".

Claro, diante disso é mais que compreensível  a ideia da reencarnação ser recebida com reservas, quando não com franca hostilidade. 
Reencarnação é - conforme fartamente provado, documentado e  experimentado, o retorno da pessoa morta (espírito desencarnado) à vida física, através do nascimento de um novo corpo, ao qual o espírito reencarnante se vincula desde o momento da concepção.
A reencarnação é um acontecimento natural, tão natural quanto nascer e morrer, ser jovem e envelhecer, e todos estamos a ela sujeitos, gostemos ou não, concordemos ou não. 
E, como todos os fenômenos naturais, que se repetem e repetem e repetem, reencarnamos não uma ou duas vezes, mas milhares, incontáveis vezes, até que, das formas de vida simples e ignorantes como saímos das mãos do Criador, nos transformemos em anjos construtores de mundos, aproximando-nos da nossa natureza divina e da semelhança com nosso Pai.

A metempsicose, pensamento antigo perfilhado por Pitágoras e Platão, entre outros, tem como ponto de contato com a doutrina da reencarnação a ideia da imortalidade da alma, cessando aí, as semelhanças. Para os que pensam como pensavam Aristóteles e Platão, a alma da pessoa morta retornará à vida, mas, a depender de seus méritos ou prejuízos, a alma poderia retornar para animar o corpo de um animal ou poderia, mesmo, retornar em um vegetal.

Colhi o artigo a seguir, de que gostei muito e por isso   transcrevo:


 "METEMPSICOSE
A metempsicose é uma doutrina que sustenta a transmigração da alma humana para corpos animais ou espécies vegetais. Deste modo, um Espírito, que hoje anima um corpo humano, poderia retornar ao mundo sob formas vegetais ou animais.
Se assim fosse, verificar-se-ia um retrocesso evolutivo — impossibilidade estabelecida pelas leis naturais (questão 612 de O Livro dos Espíritos).
É claro que, conforme preceitua a Doutrina, na condição de princípio espiritual já estagiamos nos reinos primários da natureza, entretanto, sempre em escala ascendente, até chegarmos à qualificação de Espíritos em estado hominal, de onde não tornaremos para habitar formas primitivas de vida.
Qual, então, a origem da metempsicose?
No Egito ela já era professada por grandes iniciados nos conhecimentos esotéricos, eternizados principalmente por Hermes Trimegistus, legislador, sacerdote e filósofo, que viveu por volta de 2.300 anos a. C.. À época, face à então inexistência do papiro, tais ensinamentos eram gravados sob caracteres hieroglíficos nas colunas e paredes dos templos e pirâmides egípcias. 
Vêmo-la também presente nos princípios fundamentais de todas as religiões nascidas na Índia, como o Vedismo, Jainismo, Hinduísmo e Budismo, principalmente.
Do Egito e da Índia ela se estendeu até a Grécia, levada pelo grande matemático e filósofo grego Pitágoras que, após 22 anos de ausência, retornou à Grécia para difundi-la.
Observemos que a crença na metempsicose foi introduzida no mundo, principalmente, pelas civilizações egípcia e indiana. Mergulhando no tempo e no espaço cósmico, saberemos o porquê.
Viajemos até uma constelação conhecida pelos astrônomos terrenos por Cocheiro, da qual faz parte uma estrela de nome Capela, um sol extremamente brilhante, em torno do qual, dentre outros, gira um planeta situado a aproximadamente 42 anos-luz. Havia, naquele orbe, determinada parcela da população agindo em total dissonância com o padrão evolutivo dos demais habitantes, razão pela qual, na medida em que desencarnavam, eram conduzidos para mundos inferiores, consonantes com
seu nível moral; um destes planetas escolhidos foi a Terra. Aqui chegando, os exilados formaram as chamadas raças adâmicas, que originaram, inclusive, os povos do Egito e da Índia. Ocorreu que, diferentemente dos corpos de compleição refinada, típicos de seu ditoso planeta, tiveram que adotar, entre nós, veículos carnais ainda grosseiros, de aspecto pré-histórico, peculiar aos primeiros hominídeos. Daí, por conclusão, a sensação de terem vindo para habitar corpos animais, fato este que ficou gravado em seus inconscientes como uma punição divina, e que deu azo à teoria equivocada da
metempsicose, que hoje deve ser compreendida como uma variante imprecisa da reencarnação — um dos princípios fundamentais do Espiritismo.

José Marcelo G. Coelho (22/07/2000)"


Como visto, os sábios de outrora tomaram suas próprias e dolorosas impressões pela verdade e continuam a fazer escola nos dias de hoje.

Não é paradoxal que em meio ao mais estonteante progresso científico e tecnológico o pensamento humano teime em andar de gatinhas?
Temos telefones ultra sofisticados que tiram fotos - ótimas, diga-se,- trazem programas de edição e mais um montão de coisas espantosas e nosso pensamento, quem diria, estacionou na era pré-cristã.