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domingo, março 23, 2014

Trabalhar...


Conheci algumas pessoas que odiavam trabalhar e não era capaz de compreender tal aversão. Contudo os anos foram passando e aos poucos o "panorama" foi se desenhando com maior clareza, suscitando muito mais perguntas do que respostas. Algumas das perguntas: em quanto tempo pode alguém ser "condicionado" a adotar tal ou qual pensamento e conduta? Inversamente, quanto tempo é necessário para "descondicionar" ou "descontaminar" alguém de seus valores? A verdade é que não tenho a menor ideia. Tenho alguma experiencia com trabalhos de "desobsessão" e tive a oportunidade de conversar com não poucos espíritos. Muitos deles demonstraram firme disposição para continuar aferrados às suas crenças e valores, pouco se importando se tais escolhas fraziam-nos sofrer. Por quê entre nós, encarnados, seria diferente?
Quem não conhece pessoas "sistemáticas" que não mudam de opinião e que não querem sequer analisar a validade de suas convicções? Quem não conhece pessoas intelectualmente sofisticadas e que aceitam como verdades ou como "mistérios de Deus" algumas heréticas bobagens? Com o trabalho não é diferente. Daí que de tempos em tempos as crises econômicas destroem milhares de postos de trabalho, tornando problemático o sustento próprio e o da família. Por força dessas crises algumas pessoas tornam-se empreendedoras; outras escolhem o caminho do crime. É interessante notar que esse segundo tipo racionaliza com afirmações do tipo "crime só é roubar e matar"; "uma profissão como outra qualquer", referindo-se à prostituição; "não vou ser 'trouxa' de pagar R$ 2.500,00 por um Photoshop original, se pago R$ 15,00 por um 'pira'...". 'Eu nem num sei de quasi nada não, só disconfio de umas coisa...' (apud Riobaldo, Grande Sertão Veredas, Guimarães Rosa)