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terça-feira, março 04, 2014

E aí, o Mundo vai acabar ?

Creio que a maioria das pessoas hoje encarnadas no planeta não conheceu – e não conhece – Orson Wells e sua estupenda (e mais cruel, segundo creio) façanha “cometida” em 1938.
Welles era um jovem ator de 23 anos e que, anos após, criaria o sombrio e hermético “Cidadão Kane” a que, igualmente, pouquíssimos terão assistido e – menos ainda – compreendido.
Mas não é em Welles que estou interessada; espero que com sua grande inteligência tenha aprendido a lição em que sua “lambança” se transformou. Interessa-me o que ocorreu há quase oitenta anos.
Em um programa de rádio Welles fazia a dramatização do livro ‘A Guerra dos Mundos’, de H. G. Wells.
O livro – de ficção, claro – cuidava da invasão da Terra por Marcianos, dispostos a nos dominar e conquistar nosso precioso e único “Mundo”.
Antes e durante a transmissão houve diversos alertas de que se tratava de uma dramatização; de um simples “entretenimento de fim-de-semana”.
Nem todas as pessoas que sintonizavam a estação ouviam o programa desde o seu início e, tomadas de pânico, não conseguiram “ouvir” as advertências de que se tratava de uma “pegadinha”.
Esse “entretenimento de fim-de-semana”, contudo, resultou em histeria coletiva, em suicídios e um imenso prejuízo material tanto individual como coletivo.
Meu palpite é que esse fato pode estar na raiz da furiosa aversão que nossos irmãos Estadunidenses nutrem pela mentira.
É possível que um “remake” de tal fenômeno esteja por ocorrer, desencadeada pela desonesta manipulação dos sentimentos de medo que todos nós temos. E não há nada de errado com sentir medo.
Já ouviram ou viram sobre os construtores de “bunkers” aqui no Brasil?
Pois é, tem uma galerinha sinistra – possuidora de grande inteligência, conhecedora profunda de ciência e tecnologia e com “nível –1” de ética e solidariedade - que quer se “dar bem” com o terror que infundem nas mentes despreparadas para a Vida.
“Pulando de um galho para outro”, li há muitos anos um pequeno livro chamado “Um estranho no ano 2000”, que narrava a situação de um sujeito que, por medo de morrer de enfermidade cuja cura era então desconhecida, se fez congelar para despertar no momento oportuno. O tal “momento oportuno” surgiu como uns 30 anos após o congelamento.
Sentiu o ‘drama’?
Pois é... o sujeito findou se ‘finando’ por não ter como acompanhar o natural progresso que o mundo todo experimentou em seu período de hibernação.
Agora imagine alguém “bunkerizado” durante período igual... Quando decidir a sair e em vista do progresso verificado, voltará ao “gu-gu-da-da” pois não será capaz de lidar com o ‘novo’.
Para sorte dele o mundo será um lugar melhor e mais solidário e pessoas renovadas lhe estenderão mão amiga, o consolarão e encherão seu coraçãozinho de esperança e sua linda cabecinha com milenares, elevadas e generosas ideias.
Aí, de que lado você prefere estar ?