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sábado, fevereiro 15, 2014

"Diagnóstico": esquizofrênica

Veio-me à lembrança, de "chofre" o que me levou, em 1993 a buscar o precioso auxilio do Espiritismo: Minha vida estava um caos; após o malsinado "plano collor" vi-me da noite para o dia sem trabalho, sem dinheiro e sem perspectiva. Não obstante não ser "jovem", meu patrimonio moral era constituído de vaidade e orgulho que, segundo J. Herculano Pires "...anulam a cultura e a inteligência...". Tem razão, mestre querido. De posse de tal patrimonio senti-me vítima das circunstâncias e impotente para mudar os rumos de minhas ações. Entreguei-me a funda depressão, da qual saí quando fui despejada do apartamento modesto em que morava.Busquei emprego e asilo provisório em casa de parentes. Em pouco tempo minhas disposições se modificaram, voltando-me a alegria e o otimismo. E foi precisamente isso - a alegria e o otimismo - que me fez buscar o Espiritismo. Sou - sempre fui - avessa aos queixumes de qualquer ordem e isso levou parenta a suspeitar de minha sanidade mental - segundo ela, eu estaria "ficando" esquizofrênica, pois minha vida estava aos cacos e eu não me mostrava desesperada - comentando sua preocupação com outra parenta. Esta, por sua vez, revelou-me a preocupação. A imediata intervenção do Mais Alto fez-se perceber com a indagação "e se minha parenta estiver certa?"... E fui, sem demora nem indecisões, procurar auxílio. Recebi-a já em minha primeira conversa com a querida e acolhedora Vina. Um mês depois eu já estava trabalhando no então "bazar e biblioteca" da Casa (Centro Espírita Irmãos da Nova Era) e iniciando Curso Preparatório. Minha parenta não acertou ao me "diagnosticar" como esquizofrênica. Porém, se ela apontou para o que via, acertou em cheio o que não via e a ela devo o impagável favor de me conduzir ao Espiritismo.