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domingo, fevereiro 16, 2014

Barro ou luz...?


Gente há que por razões diversas julga o ser humano inferior aos animais.
Ouvi - até causar-me enjoô - a expressão "...infelizmente..." e todos os seus sinônimos, quando se fala sobre o ser humano. Entre os Espíritas, então, parece até palavra de ordem.
Ora bolas... Não existe nada de "infelizmente e todos os seus etecéteras" em nossa condição, seja ela qual for.
Minha opinião é nada elegante sobre essa demonstração de falsa modéstia. Ah, sim, senhor, é falsa modéstia, sim. E mais do que absurda. "Se" soubéssemos como ser bons, "se" tivéssemos aprendido tudo o que é possível aprender, não escolheríamos ser bons? À MEDIDA EM QUE nos tornamos melhores, À MEDIDA EM QUE adquirimos mais conhecimento e elevação moral, SEREMOS pessoas mais fraternas e solidárias. Elementar, meu caro Watson. Meu "credo" é o seguinte: "Creio que o erro é direito sagrado do aprendiz.PONTO". Se somos aprendizes - e somos, uai - é natural que cometamos erros. Evidentemente muitos de nós somos repetentes e a repetência é uma situação muito desagradável, desconfortável e de alto risco.Alto risco?Sim, porque como repetentes naturalmente aprendemos "algumas coisas"; o que nos diferencia dos jejunos, não é? Pois bem, essa diferenciação, dada a nossa natural inferioridade moral, nos "induz" a menosprezar nossos irmãos "jejunos". O ideal seria que aproveitássemos o conhecimento que já adquirimos para auxiliar nossos irmãos "calouros". Alguns fazem isso e progridem mais rapidamente enquanto que outros se tornam arrogantes e rudes, retardando ainda mais seu próprio progresso. Agora diga, por favor, o que há de "infelizmente" nisso? Estamos no Planeta em situação de repetência para progredir; não para lamentar. Emmanuel, no precioso livro "A Caminho da Luz, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier", descreve com muito boas pinceladas a situação de alguns "repetentes".
Ah, sabe quais foram as últimas palavras de Jesus? "Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem" (sem o insuportável, piegas e farisaico "infelizmente") Então, cabeção, se liga: os preciosos segundos que desperdiçamos lamentando (hipocritamente) nossa condição de alunos relapsos, serão muito mais bem utilizados quando de nossas lindas boquinhas saírem boas palavras em direção ao coração do nosso irmão. Seja ele repetente ou não. A repetência dele não é problema nosso. Parte da solução pode ser nossa, SE e QUANDO tivermos a necessária boa vontade para reconhecer que "pisamos na bola" e que mais vale estender a mão (para erguer) do que o pé (para fazer tropeçar).
Somos livres para escolher; nossa liberdade termina no momento da colheita.
Certo? Ou vamos dizer que "...infelizmente as Leis de Deus são perfeitas e justas e o Seu amor é incondicional..."
Ou, como dizia minha muito, muito amada sogrinha "...vá pilhar sapinho com anzol..."